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21 de jan. de 2011

Inocência comprometida

Parece até que todos os adolescentes do mundo combinaram a mesma pose nas fotos, jovens ricos, pobres, todas as etnias, credos de todo o planeta fazem poses conhecidas em inglês como “duckface” ou “cara de pato”, e infelizmente esse costume já esta presente entre nossos jovens. Mais parece que foram despertos por alguma força, e como “zumbis” declaram nas fotos sua fidelidade. Ou simplesmente copiam o que não entendem, mas acham interessante. Macaco vê, macaco faz. Neste artigo, tentarei mostrar que essa mania entre os adolescentes pode não ser tão sadia assim. É preciso ter cuidado com certos costumes, pois podemos passar uma imagem destorcida, e não há coisa mais importante do que nossa reputação. A Bíblia nos ensina: “Abstende-vos de toda a aparência do mal” (1Ts 5:22). O mundo impõe cada vez mais, pressão sobre nossos jovens, e se aproveita da jovialidade, espontaneidade, alegria de viver que eles têm para disseminar coisas erradas. Satanás é astuto e fará qualquer coisa para comprometer os escolhidos. Antes de entrarmos no assunto propriamente dito, vamos analisar alguns temas.

O poder da imagem

Segundo o filósofo norte-americano Ralph Waldo Emerson, “os olhos conversam tanto quanto as línguas que utilizamos, com a vantagem de que o dialeto ocular, embora não precise de dicionário, é entendido no mundo todo.”[1]

De acordo com pesquisas mostradas no artigo “Linguagem Corporal”[2], o impacto de uma mensagem sobre o ouvinte é de:

07% palavras (o que a pessoa diz)
38% tom de voz, inflexão (a maneira como fala)
55% corpo, olhos, mãos, braços, pernas, dedos (expressão e gestos)

Segundo os autores do best-seller O Corpo Fala, Pierre Wel e Roland Tompakow, desde os tempos imemoriais, usamos símbolos-mensagens sintéticas de significado convencional. São como ferramentas especializadas que a inteligência humana cria e procura padronizar para facilitar sua própria tarefa – a imensa e incansável tarefa de compreender.[3]

A professora Rosana Spinelli dos Santos declara: “Seu corpo é um espelho revelador do seu inconsciente, é a projeção da sua mente. Ele mostra, através de gestos inconscientes, algo que estamos sentindo, ou mesmo tentando esconder ou disfarçar, e não queremos falar.”[4]

Mas o que essas fotos querem passar, que estímulos tiveram esses adolescentes para aparecer de maneira ridícula, caracterizados de maneira tão bizarra? Seria somente um modismo? Jovens influenciam jovens, e há uma serie de celebridades jovens influenciando negativamente nossos jovens. Um claro exemplo é o cantor juvenil Justin Bieber, idolatrado por adolescentes do mundo inteiro, que sempre aparece nas fotos fazendo um sinal “V” na horizontal. Jovens são influenciados a seguir cegamente essas tendências, reflexo da orientação consumista de nossa sociedade em que muitas pessoas se enchem indiscriminadamente com “alimento impróprio” inferior que causa inúmeros efeitos psicológicos, bem como desordens físicas, tais como a falta de concentração e a deficiência na aprendizagem entre as crianças na escola e jovens estudantes.

A mesma atitude indiscriminada é encontrada no consumo de música inferior e prejudicial.[5] Esse cantor teria declarado em entrevista a MTV que era mais famoso do que o próprio Deus. Esses são os exemplos da juventude. E se você perguntar a qualquer adolescente o porquê desses sinais, não vão saber o significado deles.

A influência do rock

Não é coincidência o rock ser a música preferida dos jovens e adolescentes que popularizam esses gestos; há muita coisa ruim relacionada a esse gênero musical que, infelizmente, pais e professores parecem não conhecer. Um médico, ao pesquisar por que havia tanta violência nos shows de rock, descobriu que o hormônio que uma pessoa produz e que é injetado no sangue quando se zanga é o mesmo produzido quando uma pessoa ouve rock.[6]

O aumento do consumo de álcool e drogas entre jovens e adolescentes também está relacionado ao rock que glorifica essa abominação, tanto nas letras quanto nos estilos de vida dos astros. Um dos sintomas da falência moral da sociedade é que as crianças não têm nenhum herói saudável sendo retratado na mídia de massa. Os heróis dos adolescentes são os astros da música rock. Esses astros são literalmente o vômito de uma sociedade doente. Na realidade, alguns desses astros do rock propositadamente vomitam durante suas apresentações.[7]

O ritmo tem o poder de influenciar psíquica e fisicamente os jovens e levá-los a fazer coisas absurdas, desde pequenos delitos a crimes hediondos. Vejamos alguns desses crimes:

- Em San Antônio, Texas, um garoto de 16 anos matou a tia a punhaladas e contou à polícia que no momento do crime estava hipnotizado pela música do Pink Floyd, não podendo sequer se lembrar do ocorrido.[8]

- Em 12 de abril de 1985, um garoto fanático por heavy metal, de 14 anos, matou três pessoas. O garoto (que tinha tatuado um grande 666 no peito) informou estar dominado por Eddie (mascote do Iron Maiden) quando cometeu os assassinatos.[9]

Além desses crimes, está presente também o suicídio entre jovens. Pesquisas mostram índices alarmantes concernente ao suicídio entre jovens que apreciam o rock. Vários cantores têm nas letras de suas músicas apologias ao suicídio e inúmeros “rockeiros” já foram levados aos tribunais por terem levado jovens a cometer suicídio. “Entre os anos de 1952 e 1962, o índice de suicídios aumentou 50%. Coincidência? As pesquisas já mostraram que 18% dos suicídios praticados na juventude, entre outros atos de violência, devem ser atribuídos à influência do rock’n roll. O suicídio hoje já é a terceira causa da morte de jovens e adolescentes, só perdendo para os acidentes e os homicídios.”[10]

A influencia do rock é tão grande, que mesmo na morte, esses astros levam jovens ao suicídio, como é o caso de Michael Jackson que, em sua morte, provocou imediatamente a morte de 12 jovens.[11] Ou o líder do Nirvana, Kurt Cobain, que cometeu suicídio, levando 68 jovens a fazerem o mesmo na mesma semana.[12]

- Em outubro de 1984, John McCollum, de 19 anos, se matou com um tiro na cabeça enquanto ouvia “Suicide Solution” (A solução Suicida), de Ozzy Osbourne. Ele ainda estava com fones de ouvido quando o corpo foi encontrado.[13]

- Os pais do garoto Steve Boucher, que se suicidou com um tiro na cabeça, tentaram processar a banda AC/DC dizendo ser a música “Shoot to Thrill” a responsável. O garoto se suicidou sentado sobre um poster do AC/DC.[14]

O significado do “V”

O “V” que para alguns significa vitória, já era usado antes que Churchil desse esse significado. O sinal “na realidade começou como um símbolo de oração satânica durante os rituais. Esse sinal foi usado por Yasser Arafat, Richard Nixon, Winston Churchill e Stewart Meacham, co-presidente do Comitê Vermelho de Nova Mobilização”. Churchill disse que o sinal representava a vitória, mas lembre-se que Churchill era alguém da “elite” que sabia algo e um maçom. Ele mais provavelmente conhecia o mal significado desse símbolo, mas tentou dar-lhe uma plástica.[15]

Mais tarde o sinal serviu para marcar a irreverência e rebeldia dos hippies nos anos 60 e simbolizava “paz e amor”. Manifestantes anti-Vietnã utilizaram durante os anos 60, como um sinal de paz e amor. O sinal “V” é considerado rude na Itália e se você está mostrando o exterior da sua mão, então é uma forma de insulto, conforme estabelecido na Grã-Bretanha, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia.[16]

O sinal de “V” tem uma história colorida. “V” é o sinal romano para o número cinco e Adam Weishaupt usou-o nos Illuminati para simbolizar a “Lei dos Cinco”. Mas há mais. Na Cabala, “o significado para a letra hebraica para V (Van) é ‘Unha’. Agora, ‘a Unha’ é um dos títulos secretos de Satã no interior da irmandade do satanismo. Satã está nos deixando saber que isso é um de seus sinais favoritos. Por que mais ele gosta do PENTA-grama (Penta = cinco!) e a saudação de CINCO-dedos entrelaçados usada na Maçonaria e na Bruxaria?”[17]

Capa do disco do grupo de rock Puscifer (para não dizer, Lúcifer) – “V” is for Vagina

Os adolescentes não fazem o sinal na vertical como era feito pelos hippies significando paz e amor (sexo livre), ou por aqueles que querem dizer “V” de vitória; também não fazem com a palma da mão para fora, o que nos faz entender claramente que a mensagem não é esta: “Quando a palma da mão fica virada para dentro, o gesto torna-se grosseiro, tendo o mesmo significado que o dedo médio erguido em riste.”[18] Com a diferença da indicação de gênero, um dedo, órgão genital masculino, e dois dedos, órgão genital feminino. Note que os dedos são abertos, para ilustrar o púbis feminino, e o sinal é feito comumente na horizontal justamente para não se confundir com os outros símbolos. Portanto, esse “V” que a maioria dos cantores faz significa vagina.[19]

Mas e quanto aos “duckface” ou “cara de pato”? Geralmente são acompanhadas dos “Vs” cujo significado já vimos. Agora vamos observar outros aspectos da questão.

O poder sedutor da boca

Todos sabem que os lábios de uma mulher são considerados um forte símbolo de sedução, e segundo Diane Ackermann, autora de A Natural History of Senses, “os lábios da boca nos fazem lembrar dos lábios genitais vermelhos, quando incham e se excitam, esse é o motivo, consciente ou subconsciente, para as mulheres sempre quererem que eles parecessem até mais vermelhos com o batom”.[20] “O batom era um artifício usado pelas prostitutas que praticavam sexo oral, para se distinguir de outras. Em 1921, em Paris, pela primeira vez o batom é embalado num tubo e vendido num cartucho.”[21]

Como se não bastasse, o vermelho também tem seu significado sexual: “O vermelho é considerado uma cor afrodisíaca feminina, ou seja, possui a capacidade de fazer com que os homens se sintam estimulados sexualmente.”[22]

Há quem diga que o fato de a mulher umedecer os lábios, quer seja por batom, brilho ou gloss, não se trata de simples tentativa de proteger a pele, mas uma medida consciente ou subconsciente de passar mensagens subliminares[23], sugerindo excitação sexual. Daí o comum uso de batons por prostitutas no início do século passado. De acordo com o designer digital Cícero Moraes, “se ao pintar os lábios ela externa uma imagem de excitação e ao passar o gloss, uma de lubrificação... o enrijecimento dos lábios só pode significar uma coisa: ‘Veja, veja como a minha é apertadinha!’” [24]

Segundo a ONG brasileira Safernet, órgão que combate a pornografia infantil, o Ministério Público Federal está preocupado com fotos postadas por adolescentes em sites de relacionamento. Muitas dessas fotos são sensuais. O diretor de Prevenção e Atendimento da Safernet, Rodrigo Nejm, salienta que as fotos postadas nesses sites de maneira inconsequente, “sem intenção de produzir nenhum tipo de pornografia”, podem cair nas mãos de outras pessoas, que podem tirar proveito das fotos ou utilizá-las em sites pornográficos. “Infelizmente, muitos aliciadores e muitos consumidores de pornografia infantil recebem isso como um presente e colecionam essas imagens, colocando essas imagens num contexto de pornografia infantil”, afirmou Nejm.[25]

As pin-ups

Não é a primeira vez que a mistura de inocência e sedução ocupa o espaço dos meios de comunicação. Nos anos 50, as famosas pin-ups, geralmente atrizes, que eram tidas como símbolos sexuais, ilustravam as fotos ou desenhos pin-ups que traziam um chamado “erotismo leve”.[26]

De acordo com o estudo feito pelas pesquisadoras Priscilla Afonso de Carvalho e Maria Irene Pellegrino de Oliveira Souza, “as pin-ups em geral são consideradas mulheres que dominam a arte da sedução, e articulam invejavelmente a aura inocente, e o leve erotismo numa trama de provocações capaz de acender o imaginário masculino. Geralmente representadas por modelos ou atrizes ilustradas por desenhos, pinturas hiperrealistas ou retratadas pela própria fotografia, sempre ornadas com símbolos que as tornam peças do fetiche”.[27]

A diferença das pin ups de antigamente e as de hoje é que as de antigamente eram mulheres famosas, com ar de ingenuidade em fotos sensuais; hoje são meninas ingênuas, com ar de mulheres nas mesmas fotos sensuais, e os sites de relacionamento se encarregam de tornar essas fotos famosas, pelo menos entre os amigos – mas, muitas vezes, entre os não muito amigos.

Temos que lembrar também que, na época em que as pin-ups eram veiculadas, essas imagens eram extremamente provocantes; hoje muitas meninas ultrapassam a ousadia das pin-ups em sites de relacionamentos. Parece que tudo foi bem arquitetado. É impossível para jovens do sexo masculino não se sentirem sexualmente atraídos por garotas que se submetem a esse tipo de modismo, o que faz despertar no rapaz o desejo de possuí-la custe o que custar. Será coincidência o aumento dos casos de sexo entre adolescentes, meninas grávidas, e até mesmo o estupro em nossa sociedade moderna?

Influência do mal

Músicas, costumes e modismos têm sido usados pelo inimigo para destruir o que há de mais promissor na sociedade: nossas crianças e jovens. Por isso é preciso tomar muito cuidado e orientar nossos filhos, alunos, sobrinhos e amigos para que não façam parte dessa corrente do mal. Infelizmente, já passou o tempo em que nossos filhos e filhas crianças eram simples e inocentes crianças. Muito provavelmente continuam ingênuas, mas a imagem que passam pode não ser mais essa. Há forças antagônicas que querem destruir a imagem de pureza em nossas crianças, destruindo também, assim, futuro delas. Que nossas crianças sejam instruídas a parecerem puras e inocentes, se portando e se vestindo como crianças inocentes e puras. “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22:6).

Que tipo de cidadãos estamos preparando? Sentiremos orgulho de nossos filhos no futuro? “Se não governais vossos filhos e não lhes modelais o caráter de modo que correspondam aos reclamos de Deus, então quanto menos filhos houver para sofrer as conseqüências de uma educação defeituosa, tanto melhor para vós, seus pais, e melhor para a sociedade.”[28]

Deus quer que o futuro de nossas crianças seja assegurado, e esta é nossa responsabilidade como pais e professores: proteger nossos filhos. Algumas roupas e estilos passam uma imagem muito sensual e errada dos jovens e adolescentes, e essas são captadas de diversas maneiras. E de que maneira pervertidos sexuais e desajustados vão captar essas mensagens? Podemos até achar bonito meninas se vestindo como mulheres, parece estar na moda, e meninos como integrantes de gangs, mas não iremos achar muito bonito quando algo terrível lhes acontecer. Mesmo na área da música, sabe-se que ela produz efeitos psicológicos variados. As emoções, a imaginação, as disposições podem ser induzidas e estimuladas. Conforme a música, as pessoas são afetadas para o bem ou para o mal, inclusive moral e espiritualmente.[29]

Pulseiras do sexo

Não faz muito tempo nossa sociedade foi invadida pelas pulseiras coloridas - à primeira vista pulseiras infantis, mas na realidade elas são um código para suas experiências sexuais, com cada cor significando um grau de intimidade, desde abraço até o sexo propriamente dito.[30] Essa prática não é nova , teve seu início na Mesopotâmia, onde era usada por prostitutas e tinha o mesmo intuito de jogos sexuais. Renasceu na Alemanha nos anos 20 e 30, com pulseiras usadas por prostitutas e da mesma maneira cada cor tinha seu significado sexual.[31] No Brasil, dezenas de meninas foram agredidas e muitas estupradas e mortas por causa desse adereço aparentemente inocente.

Conselhos Tutelares e o Ministério Público de diversas cidades foram rápidos em proibir a venda e o uso dessas pulseiras do sexo, infelizmente não tão rápido para evitar que muitas meninas fossem estupradas e mortas. Muitos jovens já encontraram um jeito de burlar a proibição; foram inventados prendedores para cabelo que utilizam as mesmas cores, quando o jovem é abordado com o prendedor no pulso alega imediatamente que não é pulseira e sim um simples prendedor de cabelo, é o que declara a pedagoga Ceicinha Melo, que trabalha numa escola com 250 alunos em Blumenau. Há outra tendência entre os jovens: as “festas arco-íris” – encontros com muito álcool e droga, em que as meninas usam batons de cores diferentes para deixar a “marca” nos rapazes após o sexo oral.[32]

Sem dúvida, há muito que se conversar com nossos jovens, pois eles geralmente não têm a menor ideia do que estão fazendo. Como disse acima, macaco vê, macaco faz! Basta um grupo de rock começar a usar calças apertadas coloridas, óculos coloridos e cabelo extravagante, e haverá centenas de jovens e adolescentes gastando dinheiro para aderir à nova insensatez. (É bom lembrar que calças apertadas são um dos motivos da infertilidade masculina[33]. E nas jovens causam várias doenças ginecológicas, como vaginites e vulvovaginites[34].)

Penso ser a hora, também, de nós pais preenchermos o tempo vago de nossos filhos com atividades sadias que os encaminhem a lugares melhores, agora e no futuro. Jesus certa vez disse: “Deixai vir a Mim os pequeninos e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus.” Talvez já esteja passando da hora de pensarmos seriamente nisso.

(Claudinei Candido Silva, educador e teólogo, trabalha há quase 30 anos com juvenis e adolescentes; já palestrou e trabalhou em diversos países, e é atualmente pastor-missionário em Angola, África.)

Referências:

1. http://www.paineldosaber.com.br
2. http://www.attender.com.br/publico/dicas/comun-corporal.htm
3. O Corpo Fala 2001 - Pieere Wel e Roland Tompakow, Editora Vozes, p. 9
4. http://www.scribd.com/doc/3073315/O-Corpo-Fala
5. Tore Sognefest, Os Efeitos da Música Rock, p. 237
6. http://geocities.ws/apocalypticahp/musicasub.html
7. http://www.oapocalipse.com/home/estudos/estudos_influencias.html
8. http://forum.cifraclub.com.br/forum/9/111798
9. http://www.espada.eti.br/ce1010.asp
10. http://deadtuesday.livejournal.com/1974.html
11. http://www.tiratedio.com/michael-jackson-fas-cometem-suicidio-apos-sua-morte.html
12. http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=54129
13. Folha de S. Paulo, 23/01/1986
14. http://whiplash.net/materias/curiosidades/000116-robertjohnson.html
15. http://judaismoemaconaria.blogspot.com/2005/10/o-sinal-da-paz.html
16. http://www.buzzle.com/articles/hand-gestures-and-their-meanings.html
17. Cathy Burns, Masonic and Occult Symbols Illustrated, Editora Sharing, p. 233-238
18. http://www.teclasap.com.br/blog/2008/06/29/girias-vai-se-f
19. http://esklerosemultipla.blogspot.com/2010/02/justin-bieber-anao.html
20. http://www.spiner.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=1112
21. http://www.opoderfeminino.com/site/curiosidades.php
22. http://www.maltanet.com.br/noticias/noticia.php?id=3184
23. http://cogitas3d.blogspot.com/2008/07/por-que-as-meninas-fazem-aqueles.html
24. http://cogitas3d.blogspot.com/2008_07_01_archive.html
25. Cathy Burns, Masonic and Occult Symbols Illustrated, Editora Sharing, p. 233-238
26. http://pt.wikipedia.org/wiki/Pin-up
27. Pin-Ups Fotografias que Encantam e Seduzem, v. 6, n° 8, p. 121
28. Ellen G. White, Testimonies, v. 5, p. 323
29. Dario Araújo, Música, Adventismo e Eternidade, Editora Líder, p. 29
30. http://www.maqgoo.com/noticias/pulseiras-do-sexo-alerta-aos-pais
31. http://smec-sorriso.blogspot.com/2010/04/pulseiras-coloridas-pulseiras-do-sexo.html
32. http://teensgarotas.zip.net
33. http://saude.hsw.uol.com.br/infertilidade.htm
34. http://ivaircosta.blogspot.com/2007/03/cala-comprida-para-mulheres-pecado.html

23 de jul. de 2010

Profecia de 1901, indica surgimento de influências estranhas na adoração no tempo do fim

Quem Cumprirá a profecia?

Por Pastor Élbio Menezes -Presidente da Associação Catarinense
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Quero hoje apresentar uma profecia que tem sido objeto de minha preocupação nos últimos tempos. Foi feita por Ellen White, em Janeiro de 1901, e entre outras coisas, faz referência ao modo de adorar de um movimento adventista fanático que apareceu em Indiana (EUA). Eles defendiam teoria da “Carne Santa”. Seus participantes, achavam que na experiência do Getsêmani, Jesus obtivera uma “carne santa”, isto é, como a de Adão antes da queda.
Durante os cultos, buscavam demonstrações físicas, e desenvolviam um alto grau de excitação com o uso de diversos instrumentos musicais (órgãos, flautas, violinos, tamborís, buzinas, e mesmo um grande tambor baixo), em som alto e estridente. Oravam e cantavam até que alguém da congregação caísse do assento, prostrado inconsciente. Vários reuniam-se à sua volta, cantando e orando, e quando esta pessoa voltava a si, era dito que havia obtido a “carne santa”, não havendo mais a possibilidade de pecar, e nunca haveria de morrer. Dois pastores, Haskell e A.J. Breed, foram enviados à reunião campal deles em Munice, Indiana, que ocorreu entre os dias 13 a 23 de setembro de 1900, a fim de enfrentar o fanatismo.
Ellen G. White soube destes acontecimentos enquanto estava na Austrália, em janeiro de 1900, e, então, recebeu orientação de Deus quanto aos perigos destas práticas. Mas entre outras coisas que o Senhor lhe revelou sobre o assunto, o que mais me impressiona, é a comparação que Deus faz entre o que ocorria dentro do movimento e o que aconteceria no futuro no mundo cristão:
“…Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, músicas e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se poderá confiar neles quanto as suas decisões retas. E isto será chamado operação do Espirito Santo” Mensagens Escolhidas, Vol. 2, pg.36. (Grifo nosso). Um pouco antes, na mesma profecia, Ellen G. White aponta para o tempo em que estas manifestações voltariam a aparecer, afirmando: o Senhor revelou-me que haviam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça. (Grifo nosso). Note bem que nesta profecia, que foi escrita quando Ellen estava na Austrália, no ano de 1901 (mais precisamente no dia 17 de abril), Deus lhe revelou que estas coisas aconteceriam “imediatamente antes da terminação graça”. À semelhança do que já ocorrera em Indiana, surgiria algo estranho, envolvendo “gritos com tambores, música e dança”. Portanto, temos aí mais um sinal da proximidade da volta de Jesus, e precisamos estar atentos.

Mas qual é a preocupação de Deus com o seu povo?

Em toda a história da humanidade e do povo de Deus, vemos a adoração como estando no centro do conflito entre o bem e o mal. A adoração sempre foi o campo mais cobiçado de Satanás. A questão é: a quem adorar, e como adorar.
Após a queda, junto ao Éden, foi travado o primeiro combate sobre a maneira correta de adorar. Caim com os seus frutos, e Abel com o seu cordeiro. Caim, adorando como a sua mente carnal, orientava; Abel adorando como Deus havia ensinado (Gen. 4:3-8). Ao longo da história do povo de Israel a tentação foi constante, para afastarem-se da forma correta e do verdadeiro objeto de adoração (Deus). Chegaram ao ponto de entregar seus filhos ao deus Moloque como ato de adoração (Jer. 32:35 e II Re 23:10). Satanás, quando se apresentou a Cristo no deserto, pretendia até entregar o mundo e seus habitantes de volta ao seu Dono, mas sempre à sua maneira, do seu jeito. “Tudo te darei se prostrado me adorares”. ( Mt 4:9).
Meu querido companheiro cristão, uma das últimas batalhas que o povo de Deus terá que enfrentar, é a de decidir a quem adorar e como adorar. A adoração será o ponto de conflito entre o bem e o mal, e todos os cristãos, sinceros e falsos, estarão envolvidos neste conflito. Mas precisamos estar atentos, pois o inimigo nunca vem até nós de forma clara, aberta, e já declarando suas intenções. Sempre virá de forma velada, escondida, sem revelar a sua real intenção.
Querendo proteger a Igreja, Deus deixou uma profecia alertando sobre os problemas que enfrentaria bem perto da volta de Jesus. A profecia diz que nos cultos apareceriam “gritos com tambores, música e dança”.
Satanás conhece o valor da música, e é por isso que faz tanto esforço para introduzir no culto estes elementos que, ao contrário de adorar ao Deus do céu, adoram a ele, o deus das trevas. Existem hoje músicas que nada mais são do que gritos estridentes, que ferem a muitos que as ouvem. Boa parte das músicas de agora não tem “tambores”, mas tem a bateria, que leva alguns ao delírio e outros às lágrimas de tristeza; não tem “tambores”, mas tem uma infinidade de instrumentos que são devidamente arranjados pelo inimigo dentro de alguns play-backs (nem todos).
Meu querido irmão, nós somos restauradores e não meros imitadores. Não surgimos para copiar o que determinadas igrejas estão fazendo nos seus cultos, mas para restaurar a verdadeira adoração.
Quando se termina a apresentação de algumas músicas com estas características, muitos não conseguem lembrar-se de uma frase sequer do texto, pois a ‘gritaria’, o barulho dos instrumentos, e a excitação dos sentimentos acabaram por ocultar a mensagem.
Minha querida Igreja, a profecia já está sendo cumprida na integra pelo estilo de musica usado por nossos irmãos evangélicos e está batendo de forma muito forte na porta da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Não podemos esquecer que o sonho de Satanás é acabar com as diferenças e nós adventistas não somos melhores do que nenhuma pessoa nesta terra, mas nós temos verdades que são diferentes de muitas outras denominações religiosas. A profecia já está sendo cumprida no meio evangélico e em breve será cumprida em sua igreja?
Lembre-se que Cristo disse que as profecias teriam que ser cumpridas, mas ai de quem a cumprir. Jesus disse que os escândalos viriam, mas “ai” daqueles por quem vierem (Lc 17:1). Esta forma errada de adoração seria introduzida nos cultos, mas ai daqueles que a introduzissem. Este “ai”, foi pronunciado pelo dono da Igreja, Jesus Cristo.
O que me choca é que muitos hoje, não estão querendo enxergar o que de fato estão vendo, e outros, simplesmente não estão percebendo nada, ou melhor, não vêem mal nenhum neste tipo de música. Alguns chegam a dizer que os tempos mudaram, e que os jovens precisam de algo mais alegre. É verdade os tempos mudaram, mas estas mudanças não são, infelizmente, produzidas por Deus (Rom. 12:2). Não estou combatendo a música e o uso devido dos instrumentos na adoração, estou alertando acerca de um problema que aparece cada vez mais em nosso meio. Sinto uma profunda tristeza ao ver que em muitas de nossas reuniões esta profecia já está se cumprindo.
Para alguns grupos musicais o importante é o ‘show’, o espetáculo, e não a adoração a Deus. Para outros, o êxito da apresentação é medido pela reação dos espectadores, sendo sinal de sucesso o balançar das mãos, palmas acompanhando o ritmo, e ao final da música, à semelhança de qualquer banda de rock, a explosão da multidão em gritos e assobios. Estas reações, e eu mesmo já as presenciei, são semelhantes às que se vê nas reportagens de grupos musicais seculares, com a diferença de que pretende-se estar prestando um culto a Deus.
Note o que ainda diz Ellen White sobre este assunto: “O Espirito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e da multidão de sons como me foram apresentados em janeiro último [referindo-se à música do movimento da "Carne Santa"]. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente”. Mensagens Escolhidas, Vol. 2, pág. 37.
Meu querido, é este o tipo de culto que vai levar alguém a aproximar-se de Deus? Ele mesmo já declarou que o Espírito Santo não tem nada a ver com tal confusão. É Satanás quem está ali, podendo usar até boas pessoas para que o verdadeiro culto não aconteça. Veja o terrível risco que se corre ao brincar com estas coisas: “Esses [em Indiana], foram arrastados por um engano espírita“, afirmou a Ellen G. White, referindo-se ao episódio. (Evangelismo, pág. 595).
Até quando ficaremos covardemente calados diante do que está acontecendo em nosso meio? Quem vai se levantar e, com amor, ensinar a estes bons irmãos sobre qual é a vontade da Deus acerca deste assunto? Até quando seremos alimentados com músicas que não nos aproximam de Deus, mas nos ferem?
Eu suplico ao meu Deus que abra os nossos olhos para que vejamos o perigo que está nos rondando e o engano que Satanás está tentando introduzir em nosso meio, de forma sutil, lenta e gradual, muitas vezes. A profecia diz que haveriam muitos gritos, música e dança, mas a pergunta que cada filho de Deus precisa fazer é: serei eu o cumpridor desta profecia? Note o alerta feito por Deus: Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida”. Mensagens Escolhidas, Vol. 2, pág.38. (Grifo nosso). A profecia, feita a mais de cem anos, é mais um indício de que estamos vivendo no fim da história deste mundo. A profecia esta aí, mas quem a cumprirá?
Eu espero que nenhum de nós seja o cumpridor desta triste profecia, mas que as nossas músicas nos cultos, tenham um único objetivo, que é o de exaltar ao nosso Criador; que todos os que receberam de Deus o dom de cantar, usem-no somente para engrandecer ao Doador da voz e ao Criador da música; que Ele seja o único a ser louvado com as músicas apresentadas, e que os espectadores possam ao término de cada música, estar mais perto de Jesus; que a boa música prevaleça em todas as nossas reuniões campais, congressos e camporis. Onde Deus for adorado, que ali tenhamos sempre o melhor, para o Melhor: Deus.

É impressionante a maneira clara e indiscutível com que Deus nos orienta a respeito da adoração que Ele deseja. Temos por (mau) hábito "achar" tudo pode sofrer "pequenas mudanças" ou "drásticas", porém graduais. E a vontade do Eterno desce pelo ralo.
O Senhor deseja reverência e santidade. Não precisamos modernizar a igreja para atrair ou manter membros. Precisamos deixar o Criador feliz com nossas vidas em louvor e atrair os que tanto carecem da salvação.
Isaías 1:13 e 14 - "...não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene... estou cansado de as sofrer."

Edmarlon

2 de jul. de 2010

O som gospel cai na mídia secular. E daí?

O último “Domingão do Faustão” teve algo diferente. Em lugar de músicos populares, apareceram as cantoras Gospel Aline Barros e Fernanda Brum. As duas contaram sobre sua amizade e carreira, cantaram músicas dos respectivos repertórios, encerrando a visita cantando juntas uma música. Muitas publicações e sites evangélicos com certeza considerarão esse fato um avanço à causa evangélica. Como protestante, sou forçado a discordar de toda a mídia evangélica, católica e protestante juntas; e não tenho a intenção de criticar ninguém, mas realmente sinto que uma causa evangélica de mídia foi exaltada; mas não o evangelho em si. Já tive o prazer de ouvir pessoalmente Aline Barros e gosto de algumas de suas músicas; Fernanda Brum, escutei algumas vezes na rádio também. Meu questionamento não é de forma alguma pessoal, antes é um questionamento sobre a efetividade da arte cristã, que segue padrões de marketing, popularidade e disseminação em massa; mas perde o elevado padrão de espiritualidade profunda, reflexão renovadora dos ouvintes e transformação das vidas pelo evangelho.

Evangélico hoje bebe cerveja, dança funk, pula carnaval, vai a baladas noturnas (tudo com letramento “evangélico”, é claro!); o nome de Jesus Cristo é repetido à exaustão, mas jamais é exaltado.

As duas cantaram músicas extremamente ritmadas que agitaram a plateia (especialmente a última música, que cantaram juntas) de um jeito extremamente alvoroçador, exagerado, acima de muitas músicas populares feitas para a diversão. Isso me faz lembrar de uma mãe em Laguna, SC, que me contou que não entendia como Deus poderia estar nas músicas gospel da filha.

Normalmente, diz-se que existe uma mistura natural entre música religiosa (especialmente americana) e popular. O que muitos esquecem é que nos séculos 19 e 20 a música religiosa era fonte de inspiração para temas populares, logo você pode notar que muitas músicas populares tinham letras, melodias e ritmos literalmente embelezados por sua influência advinda da música religiosa. Assim você ouve e sente uma sensibilidade diferente em cantores populares como Nat King Cole, Sarah Lois Vaughan, para citar alguns. Isso chegou até a influenciar a música do cinema em sua famosa Era de Ouro.

Mas o processo que vem ocorrendo especialmente desde os anos 1980 é inversamente outro, e nessa inversão existem tremenda crueldade e destruição artística. Cantores gospel muitas vezes imitam os ritmos populares, trazendo para a igreja evangélica ritmo, barulheira e sentimentalismo doentio; assim o evangelho deixa de ser um chamado ao culto racional, um sacrifício vivo em que a alma se cala ante El Shadday, o Todo-Poderoso (nas palavras de Romanos 12:1), ouve-Lhe a voz e pergunta submissa: “Senhor, que queres que eu faça?” (Atos 9:6).

Até mesmo cantores populares que pisaram nos dois terrenos, como Elvis e Bob Dylan, trataram a música religiosa de maneira mais respeitosa do que alguns cantores gospel estão fazendo hoje.

O que os cristãos católicos, protestantes e evangélicos precisam fazer é reencontrar suas origens. No caso católico, podemos citar a música coral de Haendel, especialmente o oratório O Messias. Haendel era truculento e nervoso e dedicou muito de sua arte à música operística, com seus exageros e enredos sentimentalistas; mas teve a vida literalmente mudada depois de compor O Messias.

Os protestantes precisam se lembrar de Lutero, que usou a grandiosidade do canto coral com orquestra para reafirmar os grandes temas da fé renovada a partir da Reforma. Precisam lembrar e valorizar tremendamente Johann Sebastian Bach, cuja monumental obra sacra assombra até hoje os maestros e cantores eruditos de todo o mundo.

Os evangélicos precisam se lembrar da beleza e simplicidade das músicas que eram cantadas na igreja crescente nos Estados Unidos; músicas provindas de compositores que tinham experiência profunda de espiritualidade, como a escritora cega Fanny Jane Crosby, Ira David Sankey, os contemporâneos George Beverly Shea e o casal William e Gloria Gaither.

Qualquer inovação artística só terá efeito salvífico se trouxer ao cantor e seu público um sentimento de reverência, entrega e santificação diante do Sagrado e pelo poder do Sagrado. A música evangélica pode muito bem voltar às suas raízes legítimas e produzir frutos de salvação em favor de um mundo que está perdido em meio à barulheira e à gritaria de sons que não são sons, de músicas que não são músicas; proclamando em alto e bom som a mensagem de salvação, que traz consigo um coração novo, de carne e não de pedra.

(Sílvio Motta Costa é professor em Campinas, SP)

Este artigo foi postado pelo irmão Michelson Borges em seu site CRIACIONISMO. Recomendo a todos que aprender mais sobre assuntos seculares, mas intimamente ligados à fé cristã, que acessem seu blog. Deus tem abençoado ricamente o nosso irmão e permitido que ele divida seus pensamentos inspirados conosco, portanto vale a pena conferir.